Dê adeus às velhas ideias e inove com Design Thinking (PARTE 1)

Inovar não é mais uma estratégia das empresas e sim uma questão de sobrevivência neste mercado cada vez mais competitivo. Existem diversas ferramentas e técnicas para aplicar inovação nas empresas, seja nos negócios, processos, produtos, resolução de problemas, etc. Neste contexto, o Design Thinking se propagou bastante nos últimos tempos, apresentando uma abordagem colaborativa para a resolução de problemas complexos em diversos segmentos empresariais. Sendo assim, o artigo de hoje traz alguns tópicos sobre design thinking em uma entrevista realizada com Adriana Aquini.

Adriana é administradora, especialista em desenvolvimento gerencial, entusiasta do design thinking e empreendedora pública nos Correios. Acredita no poder do design para transformar contextos e no potencial colaborativo e criativo das pessoas. Sonha em cocriar serviços públicos que proporcionem uma experiência significativa aos usuários/clientes.

O que é design thinking?

É uma abordagem prática para solução de problemas complexos com foco no ser humano, baseada no trabalho colaborativo de equipes multidisciplinares em busca de soluções inovadoras e que impactem a vida das pessoas. O ser humano é o centro de todo o processo do DT, que, através de ferramentas visuais, potencializa a capacidade empática, criativa e colaborativa dos envolvidos no projeto.

Todo o processo, do início ao fim, é baseado em 3 (três) valores: empatia, colaboração e experimentação, e tem como pilares a formação de equipes multidisciplinares, ambientes adaptáveis e uma abordagem baseada no pensamento do design.

Quais as etapas do design thinking?

Um projeto baseado na abordagem do DT (HCD – Human-Centered Design), sempre inicia pelo o que é desejável pelas pessoas, você empatiza e cocria com elas para encontrar soluções para o problema. A partir dessa primeira abordagem, é que se analisa a viabilidade técnica e financeira do projeto.

DThinking

Muitas ideias, projetos e negócios “morrem na casca” porque não se entende o problema em profundidade. Já no design thinking, a primeira fase (imersão) é focada na aplicação de diversas ferramentas de empatia, permitindo um “mergulho” no contexto do problema e das pessoas que estão envolvidas nele. Nessa fase também se busca dados quantitativos e referências externas sobre o problema. Só depois desta etapa concluída e o problema redefinido, se iniciam as fases de ideação (gerar ideias para o problema) e experimentação (tangibilizar as ideias).

Nos projetos e vivências que participei de aplicação de DT, é realmente incrível como as ferramentas que são aplicadas em cada fase conduzem a equipe do projeto a pensar seguindo esse modelo mental de divergir (criar opções) e convergir (fazer escolhas), gerando resultados significativos.

Quais empresas e/ou setores podem aplicar o design thinking?

O DT, na sua essência, é estimular as pessoas a usar o pensamento do design para resolver os problemas complexos. O “modus operandi” tradicional de gestão não resolve mais os problemas atuais. Eles surgem em rede, em alta complexidade e velocidade, envolvendo vários stakeholders, exigindo tomadas de decisão rápidas e eficazes dos líderes e das equipes. O DT pode contribuir muito para a geração de ideias inovadoras de forma colaborativa para solução destes problemas. Pelas minhas pesquisas e experiências, qualquer empresa ou área pode e deve estimular o pensamento do design, pois no contexto em que as empresas estão inseridas hoje, seja no setor público ou privado, sempre haverá problemas para serem solucionados com nível elevado de complexidade e envolvendo diversos stakeholders.

Quais as dicas para aplicar design thinking nas organizações?

1 – PARTICIPE DE EVENTOS E TREINAMENTOS

Em Santa Catarina, onde vivo, há muitas oportunidades de eventos na área de inovação, impacto social e empreendedorismo, bem como treinamentos práticos em DT. Vivenciar a metodologia em treinamentos presenciais tem sido muito importante. Vou citar aqui alguns eventos e capacitações que me empoderaram a percorrer essa jornada:

Treinamentos e oficinas

Design thinking Experiente – Echos

Design thinking no serviço público – Wegov

Design thinking – Maria Augusto Orofino

Design thinking no serviço público – Grupo Tellus

Eventos

Festival Hub Escola

Semana de Inovação em Gestão Pública

GovJamFloripa

Programa HubGov

2 – ENCONTRE INSPIRAÇÕES “FORA DA CAIXA”

Empresas inovadoras como o Waze, Uber, NubankAirbnb, Netflix e Spotify criaram negócios disruptivos (muitas por meio do design), revolucionando a forma como as pessoas se deslocam, gerenciam suas finanças pessoais, se hospedam e buscam entretenimento. Muitos tabus estão sendo derrubados diante da ousadia dessas ideias, capazes de criar algo que as pessoas realmente desejam. Mas no Brasil também temos empresas inspiradoras! Descobri há pouco tempo a Reserva, que recebeu o prêmio de Empresa mais Inovadora do Mundo, concedido pela revista norte-americana Fast Company. A história apaixonante da Reserva, cheia de desafios e dificuldades transformadas em oportunidades, é contada no recém-lançado livro “Rebeldes têm Asas”. Se você é empreendedor, fica a dica de leitura.

livro-rebeldes-tem-asas

3 – SEJA RESILIENTE

De alguma forma você encontrará algumas barreiras pelo caminho para implantar sua ideia: “tem que esperar a nova gestão assumir”; “agora não dá, temos outras prioridades”; “isso aí não vai dar certo”. Mas temos que resistir aos “nãos”, e às vezes saber a hora de recuar um pouco e esperar uma nova oportunidade.

4 – NÃO FIQUE SOZINHO

Nada do que consegui fazer na instituição onde trabalho foi sozinha! O caminho é muito mais difícil sem aliados. Procure parcerias, pessoas entusiastas, inquietas, que questionam o “sistema” e sonham em mudá-lo. Mobilize e conecte essas pessoas (seja da sua instituição ou fora dela), pois elas provavelmente serão suas aliadas no caminho para inovar.

5 – EXPERIMENTE, TENTE, NÃO TENHA MEDO DE ERRAR

Transforme sua ideia num projeto (faça um canvas), envolva seus aliados, planeje sua execução e não tenha medo de errar. Dê pequenos passos, comece pelo setor que você trabalha. Esses pequenos passos lhe darão impulso para outro maior.

Quer saber mais sobre como o Design Thinking pode agregar valor para as organizações, cases de empresas que estão tendo sucesso aplicando o design thinking e como motivar as pessoas para se engajarem nestas iniciativas também? Acesse a segunda parte deste artigo.

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