Como executar estratégias de negócio baseadas em Big Data?

Você sabia que o Facebook recebe mais de 1 bilhão de usuários por dia? E que mais de 300 milhões de fotos são postadas diariamente nessa rede social? E você sabia que em horários de pico, mais de 30% de toda a banda de internet dos Estados Unidos é utilizada para acessar o Netflix? E que os usuários do Netflix assistem mais de 10 bilhões de horas por mês?

Com estas estatísticas, as empresas conseguem direcionar suas estratégias e tomar decisões eficientes. As organizações tradicionais que ainda apostam suas fichas na intuição de seus CEOs e gestores precisam mudar este comportamento imediatamente, pois, segundo o IDC, a tendência é que até 2020 sejam criados cerca de 1,7 megabytes de novas informações a cada segundo para cada ser humano do planeta!

E não é para menos, atualmente já existem mais dispositivos do que seres humanos na Terra! E a estimativa é que existirão 20 bilhões de dispositivos em 2020. Definitivamente, estamos vivendo uma era de abundância e sobrecarga de informações e, mais do que nunca, não temos tempo a perder com o que não nos é importante.

E o que isso significa? Que as empresas precisam investir fortemente em estratégias para acompanhar o crescimento exponencial dos dados e buscar entender seus clientes para entregar valor a eles. Nesse contexto, o Big Data ganha cada vez mais força e espaço dentro das empresas.

Mas o que é Big Data?

É a geração de tecnologias e arquiteturas capazes de extrair valor de grandes volumes de dados e permitir alta velocidade na captura, exploração e análise destes dados. Ou seja, big data se baseia em 5 V’s: velocidade, volume, variedade, veracidade e valor. Por meio da utilização de Big Data, as empresas estão tornando-se cada vez mais competitivas, pois, possuem informações que permitem entender e predizer o comportamento de seus clientes.

Este entendimento tornou-se bastante facilitado graças ao constante contato com a internet. Atualmente é crescente a quantidade de dados disponíveis sobre demografia, hábitos de consumo, preferências e atividades que, quando analisados ​​em um nível macro e individual, levam a insights significativos.

Organizações que implementam com êxito as estratégias baseadas em dados estão conseguindo mudar seus negócios e alinhá-los com a economia digital, sentindo rapidamente os benefícios. Na verdade, um relatório da McKinsey afirma que as empresas que fazem uso de análise dos seus clientes percebem uma melhoria no lucro de 126% sobre os concorrentes.

Como o Big Data pode ajudar as empresas?

As tecnologias de Big Data tornaram possível:

  • Automatizar o processo de coleta e armazenamento de dados;
  • Executar análises para fornecer rapidamente informações sobre os compradores;
  • Oferecer produtos ou recompensas personalizadas a cada comprador com base em seu canal de engajamento, histórico de compras e intenção de compra;
  • Monitorar métricas e mudanças no comportamento do cliente para medir o sucesso das estratégias de negócio.

Com ajuda do Big Data, as empresas podem deixar de tomar decisões baseadas em informações passadas e começar a antecipar acontecimentos com base em análises preditivas. Mais importante do que entender o que aconteceu, é saber porque aconteceu. E, com base na análise preditiva, responder à pergunta fundamental: “O que provavelmente vai acontecer?” Só assim as empresas poderão extrair benefícios reais do Big Data.

Entretanto, analisar dados não é uma tarefa simples, muitas empresas paralisam diante do enorme volume dados à sua disposição e, além do mais, geralmente precisam tomar decisões cada vez mais rápido. Desta forma, os relatórios de análise de dados precisam estar disponíveis em tempo real, pois as informações mudam a todo momento e ter um relatório que acompanhe estas mudanças é um diferencial competitivo de mercado.

Como o Big Data está sendo utilizado?

Graças ao Big Data, empresas como o Spotify, Netflix, Nike, Danone, American Express e muitas outras estão mapeando e compreendendo o comportamento de seus consumidores, otimizando seus processos de negócios e enxergando antes da concorrência eventuais mudanças de tendência em seus mercados.

Além disso, existe uma série de aplicações da análise integrada de dados: investigação e apoio policial, controle de fraude, segurança virtual, investigação de terrorismo e tráfico de pessoas, gerenciamento de crise, prevenção de catástrofes, resposta a doenças, análise atuarial para seguradoras, investigações jurídicas e muitas outras.

A seguir alguns exemplos da utilização da utilização de Big Data em diferentes segmentos:

Setor financeiro: Big data tem sido muito utilizado no setor financeiro para identificar fraudes. As operadoras de cartão e muitas empresas físicas e virtuais aplicam essa verificação ao processar cada transação. A empresa MasterCard, por exemplo, possui um software que verifica a probabilidade do pagamento realizado ser uma fraude. Isso é possível com base no modelo desenvolvido pela empresa, que analisa o histórico de transações do titular do cartão.

Setor de vendas: Para a área comercial é bastante popular o uso da clusterização e regras de associação, por exemplo. É possível realizar a análise das fatias dos mercados atendidos, qual o perfil de clientes que compra determinado produto, quais produtos costumam ser vendidos juntos, etc.  

Setor de marketing: Plataformas conhecidas como Google Analytics e Facebook Ads dedicam suas soluções a entregar uma visão ampla e em tempo real do progresso de campanhas de marketing digital, permitindo medir audiência, origens do tráfego, conversões, custo por conversão, entre outras métricas focadas em transações de e-commerce. A técnica de classificação, por exemplo, pode ser aplicada na criação de um modelo que apura a probabilidade de determinada publicação se tornar viral e, portanto, alcançar grande audiência.  

Como começar a gerar informações a partir dos dados?

Nem todas as organizações sabem lidar com o alto volume de dados disponíveis. Muitas são capazes de coletar e armazenar informações com eficácia, entretanto, não conseguem tirar proveito destes dados. Mesmo com os dados em mãos, são as pessoas que tomam as decisões. E para isso não basta ter acesso à informação, são necessárias análises detalhadas destes dados para que os resultados sejam refletidos nos negócios.

A seguir algumas dicas para começar a gerar informações a partir dos dados:

  • Estabeleça um plano

Mesmo sendo uma ação contínua, é importante definir um projeto de Big Data e o primeiro passo para isso é entender claramente o contexto do negócio (como estratégia e prioridades) e os problemas que se pretende atacar com este projeto. Além disso, é muito importante definir um patrocinador e a equipe que será responsável por esta área.

  • Defina os dados necessários

Que dados serão necessários para que os objetivos sejam alcançados? Quais os dados realmente disponíveis? Estão dentro de casa ou fora? São acurados? Podem ser utilizados sem nenhuma violação da legislação para sua empresa?

  • Extraia valor dos dados de forma gradual

Para extrair valor de forma gradual desta massa de dados, comece preferencialmente por aqueles dados que podem gerar mais valor com um menor custo. Para esse tipo existem tecnologias de uso dos dados estruturados por meio de análises estatísticas tradicionais (analytics e advanced analytics) que podem extrair imenso valor dos que hoje são apenas armazenados ou mesmo apagados.

  • Implemente novas tecnologias e processos que ajudem a dinamizar suas operações

É muito importante que a rotina operacional da sua empresa seja dinâmica o suficiente para se adequar rapidamente à mudanças do negócio, implementadas a partir dos insights apresentados pela análise de dados.

  • Adote soluções de inteligência de negócios de fácil manuseio

Para facilitar o manuseio e a democratização das informações, é essencial adotar soluções de inteligência de negócio mais intuitivas, com modelos associativos e inovadores.

Algumas empresas que fornecem produtos para análise de dados:

– Amazon (https://aws.amazon.com/pt/big-data/)

– Google (https://cloud.google.com/solutions/big-data/?hl=pt-br)

– HPE (plataforma Haven OnDemand – https://www.havenondemand.com)

– IBM (plataforma Watson – http://www.ibm.com/watson)

– Palantir (https://www.palantir.com)

“Ser orientado a dados é, antes de mais nada, ter como meta nas decisões corporativas a objetividade e estar sempre baseado em evidências” – Kirk Borne (principal cientista de dados da Booz Allen Hamilton).

Links:

Análise dados aplicada na geração de conhecimento estratégico – por Lucas Dal Bó

Armadilha dos dados disponíveis

Como o big data pode ajudar na fidelização da marca?

Etapas fundamentais do Big Data

Vídeo: Curso de big data – por Ricardo Paiva

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